Mitos e verdade sobre o jejum intermitente

Jejum intermitente: mitos e verdades da dieta que está na moda

Você já ouviu falar em jejum intermitente? É a última moda e tem ganhado muitos adeptos, principalmente no mundo dos famosos. No entanto, apesar de estar bastante em alta, muitas pessoas ainda possuem dúvidas frequentes sobre essa dieta e ficam com medo de colocá-la em prática para perder peso.

Pensando nisso, explicaremos um pouco mais sobre ela e desvendaremos alguns mitos e verdades a seguir.  

O que é?

Jejum intermitente é uma estratégia nutricional, que intercala períodos de jejum com períodos de alimentação. O objetivo nessa dieta é fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura e com isso haja uma perda de massa gorda.

Há vários métodos desse tipo de dieta, que envolve dias e horas sem comer diferentes. Os dois mais comuns são o 16/8 e o 5:2. No primeiro, o jejum é feito diariamente, por 16 horas, ficando as outras 8 horas livres para alimentação. Uma ideia seria almoçar e jantar dentro dessas 8 horas, e o restante do tempo jejuar. Já o segundo, permite que você coma normalmente 5 dias da semana, enquanto restringe o consumo de calorias para 500-600 durante os outros dois dias.

Mitos e verdades do jejum intermitente

1. Ajuda a prevenir certos tipos de doenças

DEPENDE – Um estudo feito com ratos pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) mostrou que um jejum de 24 horas já pode ser o suficiente para estimular a capacidade das células de se regenerarem. Em algumas amostragens realizadas, os pesquisadores constatam que os ratos que passaram pelo jejum tiveram a capacidade de regenerar o sistema digestivo em metade do tempo daqueles que foram alimentados normalmente.

Outra pesquisa feita por estudiosos da Universidade de Manchester relatou que o jejum, ou dietas com restrições energéticas, podem ajudar a prevenir certos tipos de câncer relacionados à obesidade, como o de mama por exemplo.

No entanto, um estudo apresentado pela Universidade de São Paulo (USP), no congresso da Sociedade Europeia de Endocrinologia, apontou que dietas de jejum intermitente, especialmente a do tipo 5:2, podem aumentar o risco de diabetes tipo 2. Isso por que os ratos utilizados para a pesquisa tiveram as células do pâncreas responsáveis pela liberação de insulina danificadas, além de se tornarem mais resistentes ao hormônio.

2. Todo mundo pode fazer o jejum intermitente

MITO – Existe um grupo de pessoas que não pode seguir essa dieta. Pessoas com diabetes, por exemplo, estão proibidas por conta da hipoglicemia, que pode ser causada por longas horas sem comer. Também não é aconselhável para crianças, adolescentes, idosos e gestantes pela pouca quantidade de nutrientes ingeridos ao longo do dia.

Além disso, o que vai determinar se o jejum é adequado ou não, serão as características individuais e o objetivo de cada pessoa. Para quem normalmente tem um metabolismo acelerado e alto gasto energético durante a realização de exercícios, o jejum intermitente pode não ser uma boa opção. Agora, alguém que trabalha mais de dez horas por dia sentado, tem metabolismo lento e não consegue fazer muita atividade física é um candidato a se beneficiar dessa estratégia. Para saber qual a melhor estratégia no seu caso, o ideal é buscar orientação profissional e seguir uma dieta individualizada.

3. É liberado se exercitar durante a dieta

VERDADE – Não só está liberado como é o recomendado! Porém, os horários para realizar as atividades físicas devem ser escolhidos com muita atenção e cautela. A rotina deve estar adequada para que a hora do exercício físico fique próxima à das refeições. O ideal é que a atividade seja feita em até duas horas após a ingestão de alimentos, assim o corpo terá energia suficiente para aguentar o esforço.

4. A ingestão de líquido durante o período de jejum é necessária

VERDADE – É imprescindível, tanto no período do jejum quanto nos momentos em que está liberado comer, o consumo de líquidos como água, café ou chá natural (sem adição de açúcar ou adoçante) para que o corpo se mantenha hidratado. O café inclusive pode ser benéfico durante o período de jejum, já que ele ajuda a sentir menos fome.

5. Jejuar pode diminuir a massa magra muscular

MITO – A perda da massa magra não ocorre durante a prática do jejum, mas é de extrema importância que a alimentação seja realizada de forma adequada e balanceada durante o período em que é permitido comer, com ingestão suficiente de carboidratos e proteínas de qualidade e que supram as necessidades do seu corpo. Apenas períodos muito prolongados de jejum e práticas erradas causam o processo catabólico.

Após o jejum, é importante começar ingerindo alimentos de fácil digestão e sem excesso de gorduras ou açúcares. Arroz, batata cozida, sopa, ovo cozido, carnes magras grelhadas ou cozidas são boas opções. Além disso, quanto mais tempo sem comer, menor deve ser a quantidade de comida, especialmente na primeira refeição, para garantir uma boa capacidade digestiva e bem-estar.

6. Pessoas que fazem dietas restritivas voltam a engordar

MITO – Apesar de muito se acreditar nisso, a verdade é que as dietas são temporárias e não existe nenhuma relação entre a velocidade do emagrecimento e o tempo para um novo ganho de peso. O que é imprescindível é a manutenção do emagrecimento após o término da dieta através de hábitos saudáveis e de uma alimentação balanceada.

Conclusão:

Ainda é cedo para afirmar com certeza todos os prós e contras do jejum intermitente, já que o campo das pesquisas, principalmente as realizadas com seres humanos, ainda é muito pequeno. No entanto, sabemos que cada pessoa deve aderir à dieta a que mais se adapta e que faz bem ao seu organismo, sempre acompanhada por profissionais capacitados da área da saúde. Seguir uma vida saudável, com atividades físicas e uma reeducação alimentar, é essencial para dar continuidade a qualquer método dietético.

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